terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

A melhor pessoa que já conheci.

Antes de mais, tenho de dizer que não sei o que escrever acerca de ti minha avó, minha fonte de inspiração, meu porto de abrigo. Ou melhor, sei o que sinto por ti mas sei ao mesmo tempo que não sou a pessoa indicada para registar em papel o que sinto. Não sou um escritor, sinto uma enorme vontade de o fazer, mas uma incapacidade que me prende a este meu discurso.
Talvez por ser um dos teus mais novos netos (tirando os bisnetos) sempre te vi como um exemplo, uma 2ª mãe mesmo. Talvez porque sempre me deste apoio, carinho, talvez porque sempre foste onde desabafava, sim no teu regaço, sentados junto á lareira. Sinto saudades desses momentos avó em que eu te abraçava, em que te dizia para comer (sim, que tu eras uma pechicheira, como diz a tia Lúcia), em que tu me dizias para repetir o jantar até eu ficar cheio (xD), nos momentos em que iamos dar voltas á tua quinta, que TU construiste, com o TEU suor.
Avó, sinto o meu maior orgulho em dizer que sou teu neto, sim teu Cândida Pires Pinto. O porquê disso está nas acções que fizeste, no equilíbrio que mantinhas entre a família, na tua enorme generosidade e no teu inegável talento de entender as pessoas e de antecipar o que se ia passar. És a melhor (pois eu acredito que me estejas a ver neste momento Vó). :)
Quando morreste senti a maior revolta e sensação de injustiça que alguma vez sentira. Não aceitei que ia viver sem ti o resto da minha vida. No dia do teu funeral, senti-me ainda pior pois estava rodeado de pessoas que nunca te fizeram bem, pessoas que não queriam bem á minha avó, que fizeram de tudo para a deitar a baixo enquanto viva e que para mim senti que rejubilaram com a morte dela. Que raiva que senti avó...
Agora que nos deixaste o equilíbrio perdeu-se, nunca mais fui para onde vivi a minha infância mais feliz, junto de ti... Nunca mais esbocei um sorriso como dantes, quando te tinha ao meu lado...
Resta-me conformar com a sensação de ter um anjo como tu a protejer-me de tudo e todos minha velhinha. Entende isto como um até já do teu neto, um neto que nunca se irá esquecer dos teus ensinamentos e sábios conselhos.
(Apetecia-me tanto abraçar-te meu anjo!)


quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Filme --) "P.S. I Love You"

"Dear Holly, I don't have much time. I don't mean literally, I mean you're out buying ice cream and you'll be home soon. But I have a feeling this is the last letter, because there is only one thing left to tell you. It isn't to go down memory lane or make you buy a lamp, you can take care of yourself without any help from me. It's to tell you how much you move me, how you changed me.
You made me a man, by loving me Holly. And for that, I am eternally grateful...literally. If you can promise me anything, promise me that whenever you're sad, or unsure, or you lose complete faith, that you'll try to see yourself through my eyes. Thank you for the honor of being my wife. I'm a man with no regrets. How lucky am I. You made my life, Holly. But I'm just one chapter in yours. There'll be more. I promise.
So here it comes, the big one. Don't be afraid to fall in love again. Watch out for that signal, when life as you know it ends.
P.S. I will always love you."
Isto porque adorei o filme, o livro, etc... E aconselho vivamente ambos.
Whatever, isto porque me deu na telha literalmente.... Sorry! :)

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Letras, letras, letras

Podia ser isto ou outra coisa qualquer.
Não gosto de falar, nunca tive um à vontade nesse dominio.
Gosto do silêncio, gosto do que as meias palavras podem dizer. E o meu gosto pela leitura, esse tenho-o desde que me conheço, embora o tenha perdido ultimamente. Os escritores conhecem-me melhor do que alguém algum dia conhecerá. Ultimamente, nos dias que correm, não preciso mais de guardar segredos. Metade da minha alma são letras e embora quase ninguém o saiba, não faz disso um segredo.
Fora isso, não me culpem por usar sorrisos. Posso ser para sempre o puto a quem tudo espanta e desperta. Mas no meu silêncio... E podia ser isto ou outra coisa qualquer!
Afinal, cada um comunica com aquilo que tem à mão... Portanto, isto tudo para dizer shhhh.
(Aí está a minha infantilidade)
(:

domingo, 1 de fevereiro de 2009

Sem medo

A verdade é que estou a escrever cheio de dores de cabeça, com umas horas de sono, deitei-me tarde... E tudo tem um motivo... Estou a tentar procurar as palavras certas para descrever aquilo que sinto, e não sei explicar, neste momento a única certeza é que o meu bem estar psicologico é compatível com uma ressaca, de sentimentos.
"Viver é outra coisa. Amar e ser amado distrai-nos irremediavelmente. O amor apouca-se e perde-se quando quando se dá aos dias e às pessoas. Traduz-se e deixa ser o que é. Só na solidão permanece."
O amor é fodido (desculpem o termo). Hei-de acreditar sempre nisto. Onde quer que haja amor, ele acabará, mais tarde ou mais cedo, por ser fodido.
Se calhar é verdade o amor acaba mas a mim nunca ninguém pôs um limite, nunca ninguém me disse que havia uma validade para o amor, ou apenas uma, duas ou noventa e nove oportunidades de amar. Porque até me posso foder mil vezes, mas sei que ninguém me proíbe de tentar outra vez.
Nasci para depender de sentimentos, vontade de ver alguém escrita em cada desenho feito no papel, lembrar-me de alguém a cada canção acústica. Cresci a perceber que existe sempre aquela que não me fará esquecer o que passou, mas sim aquela que me faz acreditar no que se pode vir a passar...
Nunca poderei depender de uma pessoa, mas do amor que ela me possa dar e me faça sentir, alguém que me faça acreditar que existem lagos subterrâneos como nos filmes, alguém que me faça acreditar que posso subir a lugares com vista até onde os olhos nao alcançam, pessoas que me façam acreditar em utopias. Sou um irrealista, porque para mim viver aquilo que tu possas viver nao chega, eu quero mais, quero ter o melhor. Dar-te o que mais ninguém te pode dar, dar a alguém o que ela com outra nao possa receber...
Nunca vou prometer leveza de ideias, a calma a cada pensamento, vou perder a razão. Muitas vezes porque eu «o ti amo o ti ammazzo».
Basicamente, ja fugi aquilo que comecei a escrever, ou seja, a frustração de um "escritor" em relação ao amor, já desisti de escrever um texto com um final, em que chegamos a uma grande conclusão.
Já me encostei a cadeira, já fiquei sem ideias... ou ideias a mais... O WMP parece que percebeu o que queria ouvir e acho que ja chega de escrever. As palavras não estão a sair fluentemente e os dedos hoje não têm a eloquência de outros dias, já chega de aqui estar. Vou pegar no telemovel e sair daqui, vestir as calças de ontem, aquelas gastas e vou ser natural, vou procurar alguém natural... vou ser amado.