domingo, 21 de dezembro de 2008

Monólogos Egoístas

Errar é fazer o que o coração pede, o que o corpo manda quando a cabeça não pensa. Ou se calhar isso é acertar!
É sermos felizes, é sermos incompreendidos, ou melhor, é sermos felizes apenas quando os outros não nos compreendem...
E a estupidez? A estupidez é quando queremos que os outros nos compreendam... e ainda mais estúpido? É querer ser incompreendido, é querer ser diferente, aí, só conseguimos marcar a diferença no ridículo...
Desculpem se não quero ser diferente e quando sou sem querer... Oh! Desculpem se não tenho uma causa... Não sou vegetariano, nem ligo as manifestações, e a muitas outras coisas que se calhar é melhor não dizer aqui. Desculpem se sou sincero!
Com 17 anos, mil problemas nas costas, e se calhar novecentos e noventa e nove sem fundamento querem que perca tempo a pensar em sei lá... coisas que não têm nada a ver comigo («Sono cazzi tuoi»).
Preocupem-se mais convosco que com os outros.... Como disse anteriormente, e como Aristóteles ou o Sócrates disse um dia «pensar demais não deixa viver caralho!», quer dizer, caralho ele não disse! Mas diria se nessa altura existisse essa palavra...
"Karma"... "What goes around comes around"... ou "Efeito borboleta". Sim, sim... podem ser usadas num julgamento destes meus pensamentos insensíveis em relação aos outros, que não interferem comigo directamente... Mas contra argumentando, defendo que a sensibilidade reside em defendermos os nossos caminhos directos. Aí sou um surrealista até. Ai! Sou um defensor nato! No pensamento das nossas vidas. Na valorização e depois na adjectivação desnecessária dos nossos momentos diários.
Se calhar, essa é a minha causa. É preocupar-me comigo... É não me preocupar com quem não vive a minha vida. Essa é a minha causa!
É acreditar no romantismo quando ele já não existe. É ver o “moulin rouge” e adorar, é ver o “armaggedon” e (quase) chorar, é ver o “sleepers” e se enraivecer, é ver o “wicker park” e nos apaixonar, é ver o “meet joe black” e acreditar. É ver isso tudo e esquecer. PORQUE A VIDA NAO É COMO NOS FILMES! É pensar isso e voltar a esquecer! Porque podemos fazer da nossa vida um filme! Porque na nossa vida, nós vamos adorar, apaixonar, chorar, vamos ter raiva e vamos acreditar muito mais vezes e com muito mais força do que aquilo que sentimos a ver qualquer filme que seja!
A minha vida é um filme, a minha vida é um livro que vou escrevendo todos os dias. A minha vida, é um álbum a solo onde existem duetos, uns com mais ou menos importância. Algumas pessoas que cantam apenas o coro e outras que quase não me deixam cantarem; versões rock, versões românticas; versões em acapella, para aqueles momentos que precisam de se destacar; versões punk frustrante para dar pontapés na parede enquanto se deprime e instrumentais, bastantes... Para aqueles momentos que não precisam de palavras...
Talvez não seja apenas um CD, talvez seja uma colectânea... no qual, sou editor, compositor, artista e sem duvida... O mais apaixonado dos admiradores de uma obra que apenas acabou de começar...

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