domingo, 18 de abril de 2010

Tenho pra mim...

...que 80% das pessoas que têm blogs são pseudo-intelectuais ou pseudo-poetas. Eu não entro nessa contagem, sou simplesmente um génio! xD

terça-feira, 6 de abril de 2010

"Ontem de noite não consegui, não consegui controlar a pulsação que me habitava por dentro. Ao meio da noite, ao abrir os olhos, senti como sempre a tua cabeça pousada sobre o meu ombro, preparada para me ver dormir todas as vezes que acordavas bem antes de mim. À minha volta senti o teu braço, enrolando-me como se tivesses em ti o medo de me ver partir para bem longe de ti, o teu inconsciente mentalizou-te que eu era a tua eterna prisioneira. Dei por mim, a querer deixar tudo, com toda a minha delicadeza desloquei o teu rosto e pousei-o sobre o lençol e fugi do teu braço, ao deixá-lo cair delicadamente em cima da minha almofada. Deixei o quarto com passinhos de menina num silêncio que respeitou o mais sagrado. No salão agarrei num vestido acabado de engomar e meti-o em cima de mim, foi desse jeito que te deixei meu amor. A noite ainda era uma criança vagabunda, ainda sinto a pele dos meus pés a esfregar o cimento das ruas que se perdiam em recantos sem fim. Naveguei até não poder mais, a chuva matinal começava a molhar o meu rosto de mulher perdida. Andei, andei, para me distanciar daquilo que me unia a ti. Adoptei a atitude mais desvalorizante para não ter de enfrentar o determinado presente. Fugi como uma prisioneira que tentava fugir à vigilância dum segurança qualquer. Já passaram horas que desvaziei a nossa casa da minha presença e o meu vestido já estava mais que gasto. Já não sabia por onde ir, sentia no meu corpo a falta de ti, o calor do nascer do sol não preenchia a ausência do teu abraço, a iluminação pública das ruaelas não compensava o brilho do teu olhar que se deleitava ao ver-me respirar, perdida entre os comboios do feirante de sonhos. Foi nesse momento que me senti meelhor, alcancei a secreta chave das minhas respostas. Precisava de fugir, refugiar-me em cantos desconhecidos, de sentir o cheiro da solidão, de viver a noite dos bandidos para perceber o quanto tu és o abraço do meu coração, o quanto tenho medo de caminhar sem ti, o quanto tu me tornas mais mulher. Depois de olhar ao meu redor, virei-me e regressei a casa, segui cada desenho que os meus pés fizeram ao pisar o chão sujo e molhado. Entrei em casa, abri a porta, subi as escadas, com a porta entreaberta do quarto, tive o desejo de te espiar, de te observar, de contar cada respirar teu. Deitei-me a teu lado, pousei a minha cabeça por cima do teu ombro, enrolei-te com o meu braço pois o receio de te perder percorria-me. Não quero adormecer, não quero perder nem um segundo dessa tua maravilhosa forma de dormir. Meu amor, és tão meu, e sabes que mais? Que nunca caiam as pontes entre nós..."
Ana Pereira

segunda-feira, 8 de março de 2010

Cancro

O cancro é aquela doença que toda a gente teme. Trememos só de ouvir falar o nome. E penso que não há ninguém que não tenha alguém relativamente próximo que teve, tem ou morreu de cancro. À minha minha volta existem demasiadas histórias destas! E agora do nada mais uma... É uma merda de uma doença que não se pode prever nada, fazer nada, previnir nada e quando surgem os sintomas é tarde demais. Só espero que não seja de novo assim. Não escolhe nada, não há critério. Uma notícia terrível num dia que marca um fim dum ciclo e que poderia ter sido celebrado com mais sorrisos e não com lágrimas. Depois ainda dizem que existe Deus e que olha por nós. O c******! Não tenham dúvidas que estamos aqui por nossa conta e que temos de aproveitar ao máximo o que temos pois não sabemos o que aí vem... Estamos aqui por nossa conta e o que levamos daqui é o que amamos, o que vivemos, o que rimos, a felicidade que proporcionamos e o que aproveitamos. Não há qualquer critério nem justiça quando se trata disto. A vida é injusta e como diz Woody Allen "uma grande parte da nossa existência á a nossa sorte". Não há dúvidas... Resta-nos lutar e ser fortes. Sempre.
Desculpem isto meio atabalhoado mas estou meio abananado
ainda.

segunda-feira, 1 de março de 2010

Modelo

São maus dias. Estou de pijama desde que acordei. Deambulo entre a cama e a cadeira da secretária, enquando me debato contra a contrariedade constante de querer sair e fazer alguma coisa com os amigos ou ficar em casa sozinho sem falar, ou me ouvir.
Se alguém quiser saber o que sinto, é nada. Vazio.
Apesar de ser um inconformado assumido para sempre, acho que hoje foi o dia em que me conformei com o constante que tem sido a vida até aqui.
Não o que eu esperava.
Não lhe chamo desilusão, simplesmente, só não é aquilo que eu esperava.
Não é aquilo que eu leio nos livros, nem o que eu vejo na televisão, nem o que se relata em filmes, nem o que há na casa da Ana, ou na da vizinha da frente, ou na do Sr. Casimiro.
E hoje foi o dia em que me conformei que não bastam palavras bonitas. Não bastam teorias.
Algumas pessoas não nasceram para compreenderem, para não discutirem, para não perderem a calma, para amarem o companheiro como se não houvesse mais nada a fazer. Algumas pessoas não nasceram para ser familia e estarem em tudo juntas.
Eu nasci numa familia que não nasceu para isso. E, consequentemente, eu cresci, e aprendi a ser qualquer coisa, em que o principal é não ser isso.
Que, por mais que leia e veja histórias tão bonitas, aquele nunca vou ser eu.
Não foi o meu modelo.


"It might be a crazy life, but it's our life. We're a family, and we're in this together."

Uhum... Seja o que seja. (28/02/10)

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Enganosas evidências...

Quando gostamos muito de alguém damos-lhe sempre a possibilidade de nos magoar, de nos partir o coração. Há quem ache que deixarmos isso acontecer, ou seja, baixarmos de tal forma a guarda que nos deixamos afectar dessa forma por alguém é um exagero. Eu não sei o que acho. Sei que, agora, estou de coração partido e é uma merda !

(Maroon 5 - Better that we Break, meu Deus estou cheio de a ouvir)

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Cá é que é...

Não há nada como as boysband que vão aos programas da tarde e da manhã. Aliás, não há nada como as boysband portuguesas! É todo um charme inexplicável... são os blazers, as calças de ganga rasgadas, as madeixas loiras, as poses, as coreografias! Quais backstreet boys? Quais boysband's estrangeira? Em Portugal é que é!!


Agora vou ali limpar as lágrima de tanto rir!